Resenha: Liberta-me – Tahereh Mafi

Liberta-me é o segundo (e melhor até agora) livro da trilogia de Tahereh Mafi, se você ainda não conferiu a resenha do primeiro livro clique na imagem abaixo:

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CUIDADO, TEM MUITOS SPOILERS SOBRE O PRIMEIRO LIVRO AQUI!

Liberta-Me-Capa
Título: Librta-me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 444
Nota: 5/5 ❤
Emocionada estou. Não sei por onde começar. Se eu achei o ultimo livro meio chove não molha, esse é totalmente o oposto.
Sobre o livro:
Vamos lá, o primeiro livro acaba em uma parte decisiva, Juliette encontrou o Ponto Ômega, que é a resistência contra o Restabelecimento. Vale ressaltar que a maioria das pessoas lá tem algum dom, assim como Juliette, mas não o mesmo.
Lá ela passa por um tempo de adaptação, por vários testes que visam entender o seu dom, e fazer com que ela domine ele. Mas como no primeiro livro aconteceu, Juliette mais uma vez complica as coisas, ela sente que todos a odeiam, que julgam ela e ela não faz nada pra melhorar essa situação, apenas se isola mais.
Minha opinião:
Então pra mim o livro foi bem chato até a página 130 mais ou menos (quase abandonei), é difícil eu ter paciência com a Juliette quando todo mundo quer ajudar e ela ignora achando que seu problema é maior que o do restante. Massss gente, o que acontece depois é fantástico, a história toda da uma reviravolta e Juliette se torna uma protagonista muito mais interessante, vibrante e forte.
O Kenji que vimos tão pouco em Estilhaça-me se mostra um personagem muito forte. Ele ao contrario de Adam (que a cada dia que passa eu acho mais chato), não tem medo de falar as verdades na cara da Juliette, ele é o maior responsável por fazer ela melhorar durante o livro. Eles mantêm uma amizade baseada em sinceridade durante o livro.
E bom, como eu senti no primeiro livro, vai ter triangulo amoroso. Mas o mais legal é que dessa vez não sou “dois mocinhos disputando o amor da donzela” e sim o mocinho e o vilão, e gente, me desculpem mas eu prefiro o Warner ❤ mesmo ele sendo meio doido, e convencido, mas as vezes é desse cara que a história pede. Ao contrario do relacionamento dela com Adam que eu achei que foi muito impulsivo e por carência, da pra sentir que Juliette realmente deseja e luta contra esse sentimento que é inevitável. Ta meio na cara pra quem estou torcendo, né?
Outra coisa que também ganhou enfoque nesse livro foi a guerra, o primeiro livro todo focou nos problemas da Juliette, no romance com Adam, e na fuga do restabelecimento, mas nesse a resistência ganha força, e começa a aparecer pra sociedade. E finalmente temos verdadeiras cenas de ação.
A narração da Tahereh é uma coisa mágica, eu sinto e vejo as cenas exatamente como ela quer passar, o que torna muito fácil e rápida a leitura.
Eu recomendo muito esse livro. ❤
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Resenha: Todo Dia – David Levithan

Já imaginou cada dia ser alguém diferente?

000000000Título: Todo Dia
Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 280
Nota: 5/5 ❤

Pois é, em “Todo DiaDavid Levithan nos leva para o mundo de A (sim, o nome dele é apenas A), que cada dia acorda em um corpo diferente, em uma vida diferente. Pode ser homem, mulher, alto, baixo, contanto que tenha a mesma idade dele (16 anos) ele pode habitar em seus corpos. A vida dele muda todo dia de acordo com a pessoa que ele habita, mas apesar disso A tem suas experiências e lembranças isoladas das outras pessoas. Mas um dia ele acorda no corpo de Justin e conhece uma garota chamada Rhiannon, namorada de garoto que ele esta hospedado. E por mais que A tome muito cuidado para não influenciar a vida da pessoa em que esta, com suas vontades ele não consegue evitar e se apaixona por Rhiannon.

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“O momento em que você se apaixona parece carregar séculos, gerações atrás de si. Você sente que tudo levou a isso, que todas as flechas secretas estavam apontando para este lugar, que o universo e o próprio tempo construíram isso muito tempo atrás, e agora você acaba de perceber que chegou ao locar no qual sempre deveria ter estado.”

E então a partir dai, a cada dia A tenta sempre encontrar um jeito de se aproximar dela, e eles começam a entender o quão difícil será se relacionarem com todos esses empecilhos. O que leva eles a uma jornada que mostra de forma muito bonita e a pura de amor. Aquele em que você vê por dentro e ignora o exterior.

“- Nós vamos encontrar um jeito. – Respondo.

– Isso não é uma resposta. Isso é uma esperança.

– A esperança nos trouxe até aqui… Não as respostas”

Minhas impressões:

O livro é voltado para o romance de A e Rhiannon, mas ele expõe muito mais que isso, o autor se preocupou em entender o ser humano, cada tipo de personalidade, fragilidade e vulnerabilidade são expostos nesse livro pelas pessoas em que A habita. O que deixa a história tão grandiosa é a sutileza, David ousou na criatividade sem perder a simplicidade. É um livro especial pelo simples fato de ele ser único, a narrativa é envolvente, e leve!

“A devoção é gratuita. Preferir o medo de estar com a pessoa errada por não ser capaz de lidar com o medo de ficar sozinho. A esperança tingida de duvida e a duvida tingida de esperança.”

Uma coisa interessante de ressaltar também, é a preocupação de A em não perder sua essência, quem ele realmente é, por mais que ninguém veja e ele nunca seja reconhecido por isso, ele se importa e em ser uma pessoa boa.

“Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado quando é tão óbvio.”

Esse livro não é sobre o fim, mas sobre sua trajetória, é delicioso ver as experiencias de A com as pessoas que ele habita, como elas podem influenciar no emocional dele e como ele luta bravamente contra isso para se preservar, e preservar ela também. Mesmo que a situação dele com a Rhiannon esteja parada, você fica envolvido na vida da pessoa em que ele está, e como ele lida com ela.

“O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver.”

Esse livro é indicadíssimo para qualquer pessoa, aprendi muitas lições com ele e sempre lembro como foi satisfatória essa leitura! ❤

Resenha: Réquiem – Lauren Oliver

Quarta feira é dia de quê? Resenha. Claro! E gente, o livro de hoje foi muito especial pra mim e infelizmente o ultimo livro da trilogia, mas já esta entre os favoritos, já conto o porquê.

IMG_6288Título: Réquiem

Autora: Lauren Oliver

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 303

Nota: 9,8 ❤

Sinopse:

“No desfecho da trilogia em que o amor é considerado uma doença, Lena é um importante membro da resistência contra o governo. Transformada pelas experiências que viveu, está no centro da guerra que logo eclodirá. Depois de resgatar Julian de sua sentença de morte, Lena e seus amigos voltam para a Selva, cada vez mais perigosa. Enquanto isso, Hana, sua melhor amiga de infância, foi curada. Ela leva uma vida segura e sem amor junto ao noivo, o futuro prefeito. Às vésperas do casamento e da eleição – cujo resultado pode dificultar ainda mais a vida dos Inválidos -, Hana se questiona se a intervenção realmente tem efeito. Vivendo em um mundo dividido, Lena e Hana narram suas histórias em capítulos alternados. O que elas não sabem é que, em lados opostos da guerra, suas jornadas estão prestes a se reencontrar.”

Se você ainda não leu essa trilogia e não se importa com spoilers, tem resenha dos dois primeiros volumes aqui, caso queira entender melhor a história clique nas imagens para conferir:

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O ultimo livro os capítulos eram intercalados entre o antes e o depois, já nesse livro um capitulo era narrado por Lena, e outro por Hana, sua melhor amiga. Que de inicio eu não entendia muito bem o porquê, mas quando as histórias se encontram realmente faz sentido.

Nesse livro a resistência (os inválidos) ganham força, e se unem para tentar uma revolução. O ultimo livro acabou com uma situação bem chata, Lena que desde que chegou a selva acreditou que Alex estava morto, e ele aparece bem na hora de um possível “felizes para sempre” entre ela e Julian no final de Pandemônio. A partir dai as coisas ficam estranhas bem entre eles. Lena, Graúna, Prego, Julian, Alex e os outros do grupo deles lutam para sobreviver as mais diversas situações contra os reguladores da zumbilândia (como os inválidos chamam os curados). Do outro lado temos Hana, que já curada, conta os dias para seu casamento com Fred, o futuro prefeito. Mas tem alguma coisa errada, os curados não sonham, não sentem culpa, ódio muito menos o amor e Hana tem pesadelos frequentes. Ela revela coisas e no fim tem um papel importantíssimo para o desfecho.

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MINHAS IMPRESSÕES: 

Vou por partes, por que tenho muita coisa pra falar desse livro.

No começo eu achei que tudo estava muito lento e nada realmente interessante e relevante acontece. A relação de Lena e Alex chega ao ponto de me irritar, aprendi a gostar muito do Julian enquanto o Alex agia como um babaca. Mas Lena também não escapa da minha bronca, depois de tanto tempo na selva, tão diferente do jeito que tinha chego, na forma de pensar, com mais coragem, mas quando se tratava de amor ela era muito imatura. No fim das contas ela passa a maior parte de livro com Julian, em uma relação um tanto enrolada, daquelas bem enroladas mesmo!

Já pro meio do livro… nossa. Melhora muito, o livro fica mais agitado, com muita ação. Comecei a acreditar mais na revolução, até porque em Pandemônio não houve nada de relevante para o levante dos inválidos. Lena se mostrou com mais postura de líder e focada na revolução, pra esquecer sua relação enrolada entre Julian e Alex. Hana pra mim, não esta curada. Apenas finge, e eu adoro ela. Mesmo tendo muitas atitudes ruins no passado (conforme revelado apenas nesse ultimo livro), ela merece uma segunda chance, até porque esse é um dos questionamentos do livro, podemos fazer a escolha errada quando deixamos nossos sentimentos nos dominar, e ela representou muito bem onde uma escolha ruim pode te levar, a culpa e as consequências.

Não vou contar mais nada, até porque já falei demais. Ouvi muitas pessoas dizendo que não gostaram do final, e concordo que sim tinha que ter mais coisas explicadas, que dariam um livro (eu apoio muito que a Lauren conte em um livro o que acontece depois). Mas acho que não será o caso, e eu estou muito satisfeita com esse final que pra mim foi mais simbólico do que qualquer coisa (quero muito poder falar com alguém que leu a trilogia sobre isso).

Sou apaixonada pela história que a autora criou, pelo jeito que ela mostrou até onde os sentimentos podem nos levar, que mesmo o que julgamos bom, como o amor, tem um lado ruim. O quanto vale a liberdade de escolha… e tantas outras coisas em que ela me fez pensar nessa leitura que se eu fosse citar ficaria aqui um bom tempo falando. Sim, eu amei, recomento muito.

Essa trilogia me infectou com o amor deliria nervosa, a mais mortal das coisas mortais.

Resenha: Pandemônio – Lauren Oliver

IMG_6181Título: Pandemônio

Autora: Lauren Oliver

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 301

Nota: 8

Sinopse:

Duas realidades, duas Lenas, diferentes ameaças. Antes e agora. Dividida entre o passado – Alex, a luta pela sobrevivência na Selva – e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor, sem, porém, se transformar em um zumbi; modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções; pouco a pouco a sociedade se incendeia pelas faíscas da revolta, vindas de todos os lugares… inclusive de dentro.

Pandemônio é o segundo livro da série Delírio.

Lena é acolhida por moradores da Selva, onde eles chamam suas tendas de “lar”. Graúna, é uma das grandes responsáveis por manter Lena viva, e cuidar para que se adapte a vida na Selva, que é mais precária do que ela imaginava. Então Lena se vê obrigada a mudar, ser mais dura, forte, por questão de sobrevivência. E o “Antes” é baseado nisso. Já o “Agora” Lena esta diferente, parece muito mais madura e cheia de si, mais confiante em suas habilidades físicas do que estava no inicio do livro. Ela se infiltra dentro da cerca, na cidade de Nova York para vigiar os lideres da ASD (America Sem Deliria) que é uma organização para incentivar a sociedade a fazer a cura, independente da situação de risco. Como é o caso de Julian, que representa isso muito bem.

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MINHAS IMPRESSÕES:

A história se desenvolve a partir dai tomando rumos bem inusitados. A escrita da Lauren é tão maravilhosa, ela é muito poética e tudo é muito sensível, o que faz jus a temática do livro que poderíamos dizer que é o amor. É louco como a autora mexe com isso do sentimento, sobre certo e errado.

Não posso mentir que no inicio a Lena me irritou bastante, tudo pra ela era motivo de “Ah, mas eu não estou forte o suficiente” além de se fazer de coitada por várias vezes, quando todo mundo estava no mesmo barco ali. Mas ok, podemos até tentar entender porque ela perdeu Alex, e eu particularmente falando, eu ficaria inconsolável de perder um Alex da vida. Alias eles são o casal que eu mais torço no mundo literário no momento. E como essa tal escritora esta acostumada a fazer, ela termina o livro tirando o seu coração pela boca. Já estou me acostumando com isso, ela é muito boa com finais.

Recado pra escritora: Obrigada Lauren, meu coração é forte por passar em seus testes, bj. 

No geral eu fiquei bem satisfeita com a leitura, fora esses aspectos que eu citei, tinham momentos em que eu sentia que ela estava com um pouco de pressa para correr com a história, momentos que podiam ser mais explorados, outras situações e tudo, mas mesmo assim ficou muito bom. Não fugiu do esperado, continuou ótimo não surpreendeu.

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Agora eu aconselho que se você ainda não leu essa série pare por aqui nessa resenha. Então, adios.

[SPOILER ALERT] Tá, agora vamos jogar limpo. Julian, quem é, pra que serve e por que existe? próxima sexta no globo reporter. Eu espero que ele realmente colabore na revolução e tudo, porque não gosto nada dele com a Lena, ele é totalmente sem graça perto de Alex, e ta na cara que em todos os momentos com ele só serviam pra lembrar ela do Alex.

Sobre a mãe dela, achei meio tosco a mãe dela mal conversar com ela. Achei que nesses aspectos o livro correu mais do que o necessário. [/SPOILER ALERT]

RESENHA: A Esperança – Suzanne Collins

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Titulo: A Esperança (Mockingjay)

Autor: Suzanne Collins

Editora: Rocco

Páginas: 420

Nota: 10. ❤

Sinopse:

A Esperança – Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução.

A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo.

O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

MINHAS IMPRESSÕES: 

Jogos Vorazes é muito mais que os jogos em si, reflete nossa sociedade doentia, o pior do ser humano, e em A Esperança conseguimos ver com clareza as marcas deixadas pela guerra, pela destruição, não só na Katniss, no Peeta, mas em todas as pessoas envolvidas naquilo, mesmo que você não esteja no meio da guerra, ela te atinge de alguma maneira, indiretamente ou diretamente. É pertubador pensar nisso, no quanto nossa natureza é ruim e até onde o ser humano vai pelo poder. Eu me envolvi muito com esse livro pois ele representou muitas coisas pra mim sobre nosso mundo, sobre o que a Collins realmente queria dizer. Mas voltando em “A Esperança”, a guerra vai começando aos pouquinhos até se tornar algo fora de controle, são vários acontecimentos importantes acontecendo ao mesmo tempo. E foi ai que fiquei grudada nesse livro como se ele fosse continuação da minha mão

Eu fiquei muito satisfeita com tudo o que li, achei o livro muito coerente e coeso. Muitas pessoas me disseram não gostar do final, sinceramente, não entendi porque, já que desde o inicio o livro não prometia demonstrar clemencia e compaixão, estamos falando vingança contra a Capital! A intenção é que tudo fosse o mais cruel possível como é na vida real. E eu simplesmente amei isso. “Mas e esse livro não tem felicidade, alegria?” Sim, raramente e de forma bem sutil. Sou apaixonada pelos personagens, todos tão únicos, cheios de personalidade!

Eu recomendo MUITO essa trilogia, já é minha favorita. ❤

Nessa resenha não vou comparar ao filme porque ele foi dividido em duas partes (ô coisa chata), então prefiro esperar sair a segunda parte pra falar tudo de uma vez.

Até o próximo post!

Resenha: Em Chamas – Suzanne Collins

Olá leitores! Como há algumas semanas atras, eu estava postando resenhas toda quarta-feira, e hoje temos uma, isso significa que voltamos a programação normal, rs. E essa é minha ultima leitura, estou apaixonada nessa trilogia, mesmo mesmo. ❤

ATENÇÃO: Se você não leu o livro fique atento aos spoilers que serão sinalizados em vermelho.

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Titulo: Em Chamas

Autor: Suzanne Collins

Editora: Rocco

Páginas: 413

Nota: 9,0

Sinopse: Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos – incluindo o próprio Peeta – acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos – transformados em verdadeiros ídolos nacionais – podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.

“Em Chamas” é o segundo livro da trilogia de Jogos Vorazes, e como se é de esperar temos muita ação e aventura do inicio ao fim. Narrados por Katniss na escrita impecável de Suzanne Collins. Também foi adaptado pro cinema com sucesso.

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“Enquanto adormeço, tento imaginar aquele mundo, em algum lugar do futuro, sem Jogos, sem Capital. Um lugar como a campina na canção que cantei para Rue quando ela estava morrendo. Onde o filho de Peeta poderia estar seguro” pág. 375

Minhas Impressões:

Esse livro temos sacrifícios de ambos os lados, de inicio parece que tudo conspira a favor de Katniss salvar a vida de Peeta, mas é muito mais que isso. O que é emocionante, porque chega uma hora em que o principal interesse de todos os tributos é o mesmo: acabar com a Capital! Mas não é assim, fácil. Vai ter sangue, traição e muita injustiça.

“Lembre-se, de quem é o verdadeiro inimigo”

Tem novos personagens como Finnick, Johanna e Beetee que serão elementares pra história, dentre eles o minha favorita é Johanna, que é destemida e briguenta e tem um papel muito importante.

Tenho muito pouco a comentar sobre o que eu achei desse livro porque pra mim, a cada página a história ficava mais intensa, é incrível como o livro te prende, emociona e me fez roer as unhas de ansiedade. Os Jogos estão ainda mais cruel, mais inteligente e quando o livro acabou eu já peguei “A Esperança” de tão impactante que foi (claro que eu tive aqueles 5 minutos pra me recuperar, rs).

Livro x Filme:

Como se é de esperar Em Chamas filme é muito fiel a obra literária, claro que temos aqueles detalhes, mas nada do tipo que fosse mudar algo no filme. Mas o que mais vi de diferença entre uma pessoa que leu o livro e uma que não leu é que tem umas coisas que só compreendemos o motivo quando sabemos o que se passa na cabeça da Katniss. No livro eu me sentia amiga da Katniss, pois realmente sabemos da forma que ela se sente em relação a tudo. E pessoas que não tiveram esse contato no livro podem ficar sem entender algumas atitudes dela no filme.

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[SPOILER ALERT] Ainda não vi nada no filme sobre Madge, a filha do prefeito e nem nada sobre os Avox. Claro que tem outros personagens que não são citados mas realmente não tem tanta importância, só senti falta desses. Em relação ao triangulo amoroso se assim podemos dizer, esta claro pra mim que Katniss passou a sentir algo verdadeiro por Peeta e por mais que tente Gale vai continuar como amigo. [/SPOILER ALERT]

“- Então o que a gente vai fazer nos nossos últimos dias? 

– Só quero passar todos os minutos possíveis do resto da minha vida com você – responde Peeta.” pág 258

Resenha: Anna e o Beijo Francês – Stephanie Perkins

Olá leitores, hoje trago pra vocês um livro doce, fofo e toda essa coisa clichê que é meio brega as vezes mas eu A DO RO. ❤

IMG_3901Titulo: Anna e o Beijo Francês

Autora: Stephanie Perkins

Editora: Novo Conceito

Páginas: 288

Nota: 9

Sinopse:

“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina… Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.” Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada… Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer? Stephanie Perkins escreveu um romance de estreia divertido, com personagens espirituosos que garantem dedos formigando e corações derretendo.

Eu me identifiquei tanto com esse livro, se eu não vivi uma história igual foi mais ou menos isso (só que não em Paris, porque meu pai não é o Nicholas Sparks). Eu já tinha tentado ler esse livro antes mas estava de ressaca literária, mas finalmente agora foi, e com certeza foi maravilhoso!

“É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar? Eu nunca poderei contar isso a ele, mas é verdade. Isso é estar em casa. Nós dois.” Pag. 195

O história fala de amizade, adaptações, paixões cheia de reviravoltas (quase uma novela mexicana hahaha). A narrativa de Perkins é envolvente, fluida e leve. Estou em um caso sério de amor com esse casal e isso é muito raro, são poucos casais que me convencem e me fazer torcer por eles. O livro terminou e eu não conseguia tirar o sorriso do rosto.

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Anna é uma personagem tão gente como a gente, eu me sentia amiga dela, a autora coloca você dentro da história, tudo o que Anna pensa, sobre suas inseguranças de se arriscar em outro país, e deixar seus amigos e tudo para trás. Coisas que a gente só pensa e nunca tem coragem de falar pra ninguém é exposto com naturalidade, por isso que nos sentimos tão próximos dela. Eu adorei isso.

Étienne St. Clair… Americano, com sotaque britânico (não existe sotaque mais lindo) e fala francês, é engraçado, sabe conversar, bonito… enfim, não preciso falar mais nada. Ele ganhou meu coração.

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Eu recomendo esse livro pra quem esta afim de uma leitura leve, que quer rir e não ta afim daqueles dramas pra chorar. Esse é o livro certo pra vocês!

Eu quis ser breve e objetiva sobre a história, então me contem o que vocês acharam da resenha, se preferem ela mais extensa ou mais objetiva. Ok? Então é isso, comentem! E até o próximo post.