Resenha: Réquiem – Lauren Oliver

Quarta feira é dia de quê? Resenha. Claro! E gente, o livro de hoje foi muito especial pra mim e infelizmente o ultimo livro da trilogia, mas já esta entre os favoritos, já conto o porquê.

IMG_6288Título: Réquiem

Autora: Lauren Oliver

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 303

Nota: 9,8 ❤

Sinopse:

“No desfecho da trilogia em que o amor é considerado uma doença, Lena é um importante membro da resistência contra o governo. Transformada pelas experiências que viveu, está no centro da guerra que logo eclodirá. Depois de resgatar Julian de sua sentença de morte, Lena e seus amigos voltam para a Selva, cada vez mais perigosa. Enquanto isso, Hana, sua melhor amiga de infância, foi curada. Ela leva uma vida segura e sem amor junto ao noivo, o futuro prefeito. Às vésperas do casamento e da eleição – cujo resultado pode dificultar ainda mais a vida dos Inválidos -, Hana se questiona se a intervenção realmente tem efeito. Vivendo em um mundo dividido, Lena e Hana narram suas histórias em capítulos alternados. O que elas não sabem é que, em lados opostos da guerra, suas jornadas estão prestes a se reencontrar.”

Se você ainda não leu essa trilogia e não se importa com spoilers, tem resenha dos dois primeiros volumes aqui, caso queira entender melhor a história clique nas imagens para conferir:

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O ultimo livro os capítulos eram intercalados entre o antes e o depois, já nesse livro um capitulo era narrado por Lena, e outro por Hana, sua melhor amiga. Que de inicio eu não entendia muito bem o porquê, mas quando as histórias se encontram realmente faz sentido.

Nesse livro a resistência (os inválidos) ganham força, e se unem para tentar uma revolução. O ultimo livro acabou com uma situação bem chata, Lena que desde que chegou a selva acreditou que Alex estava morto, e ele aparece bem na hora de um possível “felizes para sempre” entre ela e Julian no final de Pandemônio. A partir dai as coisas ficam estranhas bem entre eles. Lena, Graúna, Prego, Julian, Alex e os outros do grupo deles lutam para sobreviver as mais diversas situações contra os reguladores da zumbilândia (como os inválidos chamam os curados). Do outro lado temos Hana, que já curada, conta os dias para seu casamento com Fred, o futuro prefeito. Mas tem alguma coisa errada, os curados não sonham, não sentem culpa, ódio muito menos o amor e Hana tem pesadelos frequentes. Ela revela coisas e no fim tem um papel importantíssimo para o desfecho.

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MINHAS IMPRESSÕES: 

Vou por partes, por que tenho muita coisa pra falar desse livro.

No começo eu achei que tudo estava muito lento e nada realmente interessante e relevante acontece. A relação de Lena e Alex chega ao ponto de me irritar, aprendi a gostar muito do Julian enquanto o Alex agia como um babaca. Mas Lena também não escapa da minha bronca, depois de tanto tempo na selva, tão diferente do jeito que tinha chego, na forma de pensar, com mais coragem, mas quando se tratava de amor ela era muito imatura. No fim das contas ela passa a maior parte de livro com Julian, em uma relação um tanto enrolada, daquelas bem enroladas mesmo!

Já pro meio do livro… nossa. Melhora muito, o livro fica mais agitado, com muita ação. Comecei a acreditar mais na revolução, até porque em Pandemônio não houve nada de relevante para o levante dos inválidos. Lena se mostrou com mais postura de líder e focada na revolução, pra esquecer sua relação enrolada entre Julian e Alex. Hana pra mim, não esta curada. Apenas finge, e eu adoro ela. Mesmo tendo muitas atitudes ruins no passado (conforme revelado apenas nesse ultimo livro), ela merece uma segunda chance, até porque esse é um dos questionamentos do livro, podemos fazer a escolha errada quando deixamos nossos sentimentos nos dominar, e ela representou muito bem onde uma escolha ruim pode te levar, a culpa e as consequências.

Não vou contar mais nada, até porque já falei demais. Ouvi muitas pessoas dizendo que não gostaram do final, e concordo que sim tinha que ter mais coisas explicadas, que dariam um livro (eu apoio muito que a Lauren conte em um livro o que acontece depois). Mas acho que não será o caso, e eu estou muito satisfeita com esse final que pra mim foi mais simbólico do que qualquer coisa (quero muito poder falar com alguém que leu a trilogia sobre isso).

Sou apaixonada pela história que a autora criou, pelo jeito que ela mostrou até onde os sentimentos podem nos levar, que mesmo o que julgamos bom, como o amor, tem um lado ruim. O quanto vale a liberdade de escolha… e tantas outras coisas em que ela me fez pensar nessa leitura que se eu fosse citar ficaria aqui um bom tempo falando. Sim, eu amei, recomento muito.

Essa trilogia me infectou com o amor deliria nervosa, a mais mortal das coisas mortais.

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