Resenha: Fangirl – Rainbow Rowell

Hoje vou falar um pouquinho sobre Fangirl de Rainbow Rowell. E, gente… que livro fofo! Eu estava há tempos querendo saber como a Rainbow escrevia, pelo sucesso que foi Eleanor e Park, e as pessoas estavam certas sobre ele (fangirl), é maravilhoso!fangirl-rainbow-rowell-cover-677x1024

O livro conta a história de Cather, que prefere ser chamada de Cath, usa óculos, tem com cabelos castanhos, é um pouco tímida, e tem uma irmã gêmea chamada Wren, que sente necessidade de se diferenciar da irmã quando vão pra faculdade. Sempre foram muito unidas desde que sua mão as abandonou, quando tinham apenas 8 anos. Eram super fãs de Simon Snow, elas tinham uma Fanfic de sucesso que gira em torno do mundo dos magos de Simon e Baz (é bem semelhante a Harry Potter). Mas com a idade vem algumas responsabilidades e assim que foram pra faculdade Cath sentiu que não se encaixava bem naquele mundo de conhecer pessoas novas, mudança de rotina e todas as coisas que a situação impunha, dividia quarto com Reagan que era muito diferente dela, enérgica, sai todos os dias, e tem um amigo chamado Levi, mas acaba se tornando a unica amiga de Cath. Cath quer continuar sua fanfic, e a cada dia que passa ganha mais visualizações em suas histórias. Cath precisa amadurecer e fazer escolhas que serão decisivas no seu futuro.

Se eu contar mais seria spoiler, mas gente… Eu amei esse livro um uma forma inexplicável, todas as situações que Cath passou eu entedia por que sai de casa aos 15. E também sou bem fangirl (muitas coisas em comum hahaha)

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A questão do amadurecimento é muito forte nesse livro, achei Cath muito imatura e relutante no incio, e aquelas atitudes estavam me incomodando, mas depois da metade do livro conseguimos sentir certa mudança em todos personagens. O livro é dividido em primeiro e segundo semestre.

Cath se sentia confortável apenas no mundo de ficção e não queria enfrentar os desafio da vida real, mas não por que não era capaz, mas por que não tinha vontade de fazer a sua própria história. Mas as coisas se acertam e todos os personagens tem o fim que merece. Cath tem algo com Levi tão bonito e natural, ela sente quando ele sorri e eu achei isso tão legal.

É uma leitura leve e divertida, tinha horas que eu dava gargalhadas, virei fã de Rainbow, ela tem sacadas geniais! Demorei pra ler pois estava sem tempo nenhum, mas no único dia livre que tive li metade do livro de uma só vez. Muita gente se divide nas criticas sobre esse livro, pra mim foi uma experiencia maravilhosa! ❤

Páginas: 421

Editora: Novo Século

Ano: 2014

Nota: 8

Review de “Alice’s Adventures in Wonderland & Other Stories”

Olá queridos leitores! Eu queria colocar esse livro no book haul de janeiro, mas ele é tão lindo que merecia um post mais detalhado.

Eu não tenho o habito de ler em inglês, tenho alguns livros mas não me sinto segura o suficiente pra ler, mas vai dizer que um livro lindo desse não da vontade de ficar foleando, né? Quem tem um inglês intermediário consegue compreender, o inglês não é muito antigo (baseado no que a maioria das pessoas que leram me contaram). O livro é cheio de gravuras lindas, e alem da história que conhecemos tem alguns outros contos. Coisa que faz qualquer fã pirar né.

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Esse livro é uma edição de luxo, então nada mais justo ter capa dura, que é revestida por couro sintético, e essa lateral dourada é tão… ai ❤

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A arte dele também é maravilhosa, todo trabalhado na fofura, da pra encontrar gravuras em P&B apenas em Alice in Wonderland e em Through the looking- glass, outras histórias como Sylvie e Bruno não são ilustradas. São 1165 páginas.

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As folhas são bem finas, me lembra folha de bíblia. E são levemente amareladas.

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A lombada dele é muito bonita também (jura? rs), e tem uma fitinha pra marcar as páginas dourada.
IMG_2531Sou apaixonada por essas edições de luxo da Barnes & Noble. Vou usar como objeto de decoração também. É de longe o livro mais lindo da minha estante! No ano que foi publicada esta edição era super caro, mas já da pra encontrar ótimas promoções (apesar de eu ter ganhado de presente já namorava ele nas livrarias).

Espero que gostem, beijooo!

ps.Só quero deixar a observação que as fotos não estão em boa qualidade porque eu tirei as fotos da câmera do iPhone, por isso não esta aquelas coisas.

nota de sumiço

Oi gente! Primeiramente tenho que pedir desculpas pelo meu desaparecimento nesses dias, estou sem meu computador, por isso não to conseguindo postar nada. Espero encontrar um entre hoje e amanhã pra pelo menos não deixar o blog sem atualização nenhuma. Mas assim que eu conseguir tem muita coisa legal programada pro blog! Fiquem no aguardo, beijo ❤

RESENHA: Como Eu Era Antes De Você – JoJo Moyes

Que livro especial! Muitas pessoas me perguntam “Mas é bom mesmo?” e sim, é maravilhoso. Eu não dava nada pra essa leitura, ganhei do meu namorado, e ele ficou lá na estante um tempo, até que eu resolvi pegar pra ler, e… eu amei.

IMG_2203[1] Lou tem 26 anos, namora um tri atleta que não tem nada a ver com ela, mora na casa da família com seus pais, sua irmã que é mãe solteira e seu avô. Ao perder o emprego se vê obrigada a encontrar outro emprego. E o único que encontra é como cuidadora de Will Trainor, que é tetraplégico, e muito mal-humorado. Will tinha uma vida agitada, estava acostumado a fazer esportes, estar cercados de mulheres bonitas, tinha um bom emprego e era rico. Não se conforma com a vida que leva após o acidente e faz questão de tratar todas as pessoas mal, sempre amargo, e as vezes cruel. Lou, demora pra se acostumar com o jeito durão de Will, e aprende a lidar com suas limitações, e então acontecem coisas que nenhum dos outros conseguiriam imaginar.

como eu era antes de vcEsse livro é bem reflexivo, ele nos mostram situações que pessoas tetraplégicas passam todos os dias. Eu tinha uma visão muito superficial sobre isso, lendo esse livro percebi que é bem mais difícil do que já parece ser. Os traumas vão muito além da parte física, existem situações muito delicadas, e como cada pessoa lida com elas é o que difere quem vive bem mesmo com suas limitações, e quem apenas espera até a hora de partir. A autora mostra toda a vulnerabilidade que temos diante da vida, que em um momento temos tudo, e no momento seguinte estamos no chão. Também percebi o quanto é importante saber ouvir as necessidades dos outros, por que por mais que eu pense que sei o que é melhor pra alguém ninguém sabe melhor do que quem esta sentindo na pele. O mais triste nesse livro é a enorme dificuldade de Will para lidar com isso, a falta de aceitação, e como ele escolhe tratar todas as pessoas que só querem ajudar ele, como se todos tivessem culpa do que ocorreu. Por isso tive dificuldades de gostar de Will. Lou chegou para colorir a vida dele.

Lou não tem nenhuma ambição, mantêm seus sonhos em sono profundo. Mas Will tem como objetivo mostrar que existem sim, outras coisas, novos horizontes e acaba acendendo uma chama que desperta Lou pra vida que em todos seus 26 anos, nunca provou.

O medo do capitulo seguinte não parava de me atormentar enquanto eu lia, você sofre com a Lou e com o Will, foi o primeiro livro em que eu tinha medo de terminar, e acontecer o que eu mais temia. Você torce por eles, por que sabe que é verdadeiro. Quando eu vi a capa, e li a sinopse eu não entendi o que tinha a ver, e depois que vocês leem vão entender o que ela representa, é um tipo de atitude muito grandiosa.

É triste sim, apesar de eu me emocionar muito fácil não é qualquer livro que me faz chorar, da pra entender? hahaha. Mas é muito comovente, e não é aquele livro chato em que é tudo muito mórbido. É uma leitura muito gostosa.

Páginas: 320

Editora: Intrinseca

Ano: 2013

Nota: 10

Diário de leitura HP: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Terminei Harry Potter e a Pedra Filosofal há alguns dias, e só uma palavra define esse livro: amor.

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Eu curti cada segundo dessa leitura, é um livro muito fácil de ler em que tudo se tomava forma bem rápido. A narração da J.K. Rowling é incrivelmente envolvente, leve, e bem humorada. Assim que iniciei esse livro já percebi que seria difícil largar.

Sobre os personagens, alguns se destacaram mais pra mim.

Harry, Rony e Hermione querem desesperadamente fazer o bem, cada um a sua maneira. E é exatamente nas diferenças que eles mais conseguem se ajudar nas aventuras que enfrentam. Gente, quero ser amiga deles também!

Hagrid, é uma das minhas pessoas favoritas, que é aquele brutamontes que tem um coração enorme.

Sobre Draco, eu acho que toda série precisa de uma pessoa pra gente odiar. E eu costumo gostar dessas pessoas, mas eu quero que ele faça maldades mais notáveis durante os próximos livros (não sei porque sou assim).

Eu não sabia que Harry e Rony não gostavam de Hermione a principio, fiquei tipo: Falta muito pra eles serem amigos?

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To ansiosa pro próximo livro, mas como a série é longa vou intercalando com livros únicos até acabar a série, pra não ficar muito presa a história, sempre acho que assim eu minimizo a minha ressaca literária. Não é difícil entender o por que tantas pessoas cresceram amando essa história. É uma história cheia de aventura e amizade, não precisa de nada apelativo pra ser maravilhosa e dar certo até pra pessoas mais maduras como eu.

IMG_2239Até o próximo Diário. To ansiosa já pra saber o que acontecerá no próximo ano. ❤

Assassin’s Creed ganha nova data de estréia

maxresdefaultA série de games, adaptada para livros Assassin’s Creed, agora ganha adaptação cinematográfica. E já ta rolando isso desde 2011 a noticia de que se tornaria filme e finalmente a data de estreia foi revelada. Após uma série de adiamentos foi informado que o filme estreia dia 21 de dezembro de 2016 (se não ocorrer mais nenhum adiantamento até lá).

O projeto será estrelado por Michael Fassbender que é conhecido por seus papéis em “Bastardos Inglórios” e “X-Man: Primeira Classe”. Segundo o próprio autor o filme não será totalmente fiel aos games, devido a quantidade de conteúdo que lá se encontram, quer dar uma identidade própria ao filme criando uma nova versão com novos elementos. diferente do que se via no game.

Vamos esperar noticias mais concretas sobre o incio das filmagens, pois muito pouco foi falado sobre isso. Era esperado que o filme saísse em agosto de 2015, mas devido aos adiamentos de inicio das filmagens se tornou inviável.

SORTEIO NO INSTAGRAM DO BLOG! @blogliteragram

IMG_2187Eu não poderia fazer um sorteio maravilhoso lá no insta sem informar quem acompanha aqui né? Então, no dia 11/01/15 nosso instagram fez um mês de vida, e para comemorar e agradecer a todos leitores que estão acompanhando esse primeiro mês fiz um sorteio, e o resultado sairá no dia 22/01/15, que é o dia em que o Blog (nesse formato site) faz 1 mês! Quer participar? Lá no instagram do @blogliteragram tem todos os detalhes. ❤

Quem esta concorrendo pode ganhar esses dois livros da foto, Cidade dos Ossos e Cidade das Cinzas, os dois primeiros livros da série “Os Instrumentos Mortais” da Cassandra Clare. Não fiquem de fora Shadowhunters!

Esse sorteio é pra vocês leitores, mesmo nesse pouquinho tempo de blog só tenho tido alegrias, e espero ter muito mais.

Obrigada. ❤

Conheça Garota Online, de Zoe Sugg, e toda a polêmica envolvida

Vamos conhecer um pouquinho do livro que ta dando o que falar pelo mundo todo e ainda nem foi lançado aqui no Brasil. O lançamento de Garota Online, esta previsto para esse primeiro semestre de 2015 aqui no Brasil. Será lançado pela Editora Verus.

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Garota Online é um livro encantador, que traduz exatamente o que significa crescer e se apaixonar na era digital. Preparados para se encantar?
Com o nickname Garota Online, Penny escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida.
Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum.
De repente, ela percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre.

Pra quem não conhece a autora desse livro, Zoe Sugg é a bloggeira e youtuber. Mais conhecida como Zoella, causou com seu romance de estreia, uma super polêmica com esse livro por vários motivos. Primeiro, na primeira semana de lançamento vendeu 78,000 cópias, batendo o recorde de vendas de J.K Rowling (whaaaaaaaat??). OK, até ai tudo bem, por que Zoella tem um publico gigante, um pouco mais de 7 milhões de inscritos no youtube. Mas com vlogs diários sobre sua vida e rotina, os fãs começaram a se perguntar como uma pessoa como ela, que passa o dia tão ocupada e  consegue encontrar tempo pra escrever um livro. E dai, surgiram varias duvidas na cabeçinha dos fãs que compraram o livro, Zoe teria a ajudinha de um ghostwriter. O que é isso? Escritores Fantasmas (tradução de ghostwriter) são aqueles escritores que escrevem e vendem suas história pra alguém que tenha nome (seja conhecido publicamente) e possa tornar aquele “tal” livro um bestseller. 

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Zoella, alega que os personagens e a história é dela, ou seja, o ghostwriter teve o trabalho de colocar cada coisa em seu lugar, desenvolver a história. O Ghostwriter que trabalhou com ela se chama Siobhan Curham, atualmente ele fez em seu blog um post declarando que, por motivos legais não pode dar detalhes específicos sobre o envolvimento com Zoe Sugg, também, que não concordou em participar da obra para ficar “famoso” ou “rico”.

Não vejo problemas em ter um ghostwriter por que ele concorda com toda a descrição que se deve ter, e também a não receber credito nenhum pelo projeto. Quem de nós muitas nunca comprou um livro por ser de tal autor famoso, não sabemos se ele teve algum trabalho com a obra, mas queremos o livro, pelo nome que ele leva na capa. Por exemplo, sou muito fã do Justin Timberlake (sim, sou mesmo) e compraria um livro com o nome dele na capa só pelo simples fato de ter algo relacionado com ele, agora se ele escreveu ou não, não importa. Nossa natureza é assim, infelizmente. Esse é apenas um caso isolado, existem muitos outros, mas este se destacou pela falta de esclarecimento e também pela massa de fãs que a autora tem, que estavam curiosos pra saber como teria sido esse processo tão silencioso para criar um livro, que não é uma coisa de um dia pro outro. Os fãs precisaram perceber, insistir nas redes sociais até algo ser mencionado. Que complicação né, minha gente?

Bom ficou uma situação bem chata, mas nem por isso as pessoas vão deixar de comprar o livro. Adoro a Zoella, e quero o meu também. E ai, qual a opinião de vocês?

10 coisas que todo leitor já fez (ou vai fazer) na vida

Olá! Coloquei aqui 10 situações que são rotineiras na vida de leitores, baseado em experiencias minhas e de alguns amigos.

1: Você recebeu aquele dinheiro, foi comprar um livro, saiu com três e queria dez. tumblr_n7n1yqrikx1tf6922o1_400

2: Se sente compreendido quando alguém entende o que você sentiu lendo tal livro “é… exatamente isso, ai eu amei, aham verdade, nooooossa eu tambem, sim que ódio dele” 

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3: Você vai ler em um lugar tranquilo e do nada todos seus amigos aparecem do lado conversando alto.

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4: O motorista do ônibus pensar que esta no Velozes e Furiosos, e você não conseguir ler nada por causa da tremedeira.

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5: Você fechar o livro e esquecer o marcador. E… você não lembra a página. tumblr_inline_nhqopqgZWj1rr90ag

6: Você emprestar o livro e ele voltar, amassado, fedido, sujo. Na pior das hipoteses ele não volta tumblr_n96kq9B5q41rms43oo1_250

7: Você tenta ler e alguém não para de perguntar: “O livro fala de que” “Já leu a culpa é das estrelas? Meu livro favorito!”

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8: Tentar limpar seus livros e um deles provocar um efeito dominó.

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9: Ler um livro maravilhoso que poucas pessoas conhecem e não ter com quem conversar sobre o mesmo.

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10: Ir comprar um livro e falar qualquer coisa (pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico) pra atendente da livraria, menos o nome da autora corretamente.

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E ai, quem se identificou? (milhares de eu com as mãos levantadas) Espero que vocês tenham gostado e se divertido com essa lista assim como eu, apesar de todos os fatos serem tratados com bom humor é super chato quando acontece né? Já passaram por alguma situação parecida? Beijos e até o próximo post ❤

Kiera Cass divulga mais 2 capitulos de “A Herdeira”

Confiram aqui os dois primeiros capítulos de “A Herdeira”.

Tradução NÃO-OFICIAL, feita por Camila (FanPage “The Selections Quotes” @selectionquotes no twitter.

Texto original de Kiera Cass.

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CAPITULO 1

     Eu não conseguia prender a respiração por sete minutos. Não conseguiria sequer chegar a um minuto. Uma vez tentei correr uma milha em sete minutos, depois de ouvir que alguns atletas conseguem em quatro, mas falhei miseravelmente quando uma dor lateral me incapacitou na metade da distância.

Mas tem uma coisa que eu conseguia fazer em sete minutos que a maioria das pessoas diria ser muito impressionante: eu me tornei rainha.

Por meros sete minutos eu cheguei ao mundo antes do meu irmão, Ahren, então o trono que deveria ser dele virou meu. Se eu tivesse nascido em uma geração antes, não teria feito diferença. Ahren era o homem, então ele teria sido o herdeiro.

Infelizmente, minha mãe e meu pai não aguentariam ver a primogênita perder seu título graças a um inesperado porém graciosos par de seios. Então eles mudaram a lei, o povo comemorou, e eu fui treinada todos os dias para virar a próxima regente de Illéa.

O que eles não entendiam, é que essas tentativas de tornar minha vida justa pareciam muito injustas para mim.

Eu tentava não reclamar. Afinal, eu sabia como era sortuda. Porém havia dias, ou meses em algumas vezes, onde parecia que muito era empilhado para mim, muito para qualquer pessoa, de verdade.

Folheei o jornal e vi que havia ocorrido outra manifestação, desta vez em Zuni. Vinte anos atrás, o primeiro ato do meu pai como rei fora dissolver as castas, e o sistema velho foi extinto lentamente. Eu ainda pensava em como era completamente bizarro que uma vez as pessoas viveram com esses limitantes mas arbitrários rótulos em suas costas. Minha mãe era uma Cinco, meu pai era Um. Não fazia sentido, principalmente quando não havia um sinal externo de divisões. Como eu saberia se estava andando próxima de um Seis ou um Três? E por que isso até mesmo importava?

Quando meu pai decretou que as castas não existiam mais, todas as pessoas do país ficaram encantadas. Papai esperava que as mudanças que estava fazendo em Illéa estivessem completamente estáveis no curso de uma geração, significando que poderia acontecer a qualquer dia, agora.

Isso não estava acontecendo – e essa nova manifestação era a mais recente de uma série de distúrbios.

– Café, Vossa Alteza – Neena disse, deixando a bebida em minha mesa.

– Obrigada. Você pode levar os pratos.

Eu examinei o artigo. Desta vez um restaurante foi incendiado porque seus donos se recusaram a promover um garçom ao cargo de chefe. O garçom reivindicava que uma promoção foi prometida mas nunca entregue, e ele tinha certeza de que era por causa do passado de sua família.

Olhando para os restos carbonizados, eu honestamente não sabia de que lado estava. O proprietário tinha o direito de promover ou demitir quem quisesse, e o garçom tinha o direito de não ser visto como algo que, tecnicamente, não existia mais.

Eu afastei o papel e peguei minha bebida. Papai ficaria chateado. Eu tinha certeza de que ele ficava passando e passando o cenário diversas vezes em sua cabeça, pensando em como ajustar tudo corretamente. O problema era que, mesmo se pudéssemos resolver um problema, não poderíamos parar cada mísero caso de discriminação pós-casta. Era muito difícil de monitorar e acontecia com muita frequência.

Eu depositei meu café e me dirigi para o meu closet.

– Neena – chamei -, você sabe onde está meu vestido cor de ameixa? Aquele com uma faixa?

– Oh, céus! – Ela cerrou os olhos, concentrada, e veio me ajudar.

No grande esquema de coisas, Neena era nova no palácio. Nós apenas estivemos juntas por seis meses, após minha última criada ter ficado doente por duas semanas. Neena era muito sintonizada com as minhas necessidades e muito mais agradável de ter por perto, então eu a mantive.

Neena olhou para o espaço enorme.

– Talvez devêssemos reorganizar.

– Você pode, se encontrar tempo. Este não é um projeto no qual eu esteja interessada.

– Não enquanto eu possa caçar suas roupas por você – ela provocou.

– Exatamente!

Ela levou meu humor na esportiva, rindo enquanto ordenava entre vestidos e calças.

– Gostei do seu cabelo hoje – comentei.

– Obrigada.

Todas as criadas usavam algo na cabeça, mas Neena ainda era criativa com seu cabelo. Algumas vezes alguns cachos negros e espessos molduravam seu rosto, em outras vezes ela retorcia os fios até ficarem aninhados. No momento, havia largas tranças circulando sua cabeça, com o resto de seu cabelo embaixo do chapéu. Eu realmente fiquei feliz por ela encontrar caminhos de trabalhar com seu uniforme, de fazer seu próprio a cada dia.

– Ah! Está aqui atrás! – Neena puxou para baixo o vestido que ia até o joelho.

– Perfeito! E você sabe onde está meu blazer cinza? Aquele com as mangas três-quartos?

Ela olhou para mim, o rosto sem expressão.

– Eu definitivamente vou reorganizar.

Eu ri.

– Você procura; eu visto.

Eu vesti minha roupa e escovei meu cabelo, me preparando para outro dia como a futura face da monarquia. A roupa era feminina o bastante para me suavizar mas forte o bastante para ser levada a sério. Era uma linha muito tênue para caminhas, mas eu fazia isso todos os dias.

Olhando para o espelho, conversei com meu reflexo.

– Você é Eadlyn Schreave. Você é a próxima pessoa na fila para administrar este país e será a primeira mulher a fazer isso sozinha. Ninguém  – eu disse – é mais poderoso que você.

Papai já estava em seu escritório, a testa franzida enquanto assimilava as notícias. Exceto pelos os olhos, eu não era muito parecida com ele. Ou com a mamãe, até onde interessa.

Com meus olhos e cabelos escuros, e uma pitada de um bronzeado que durava o ano todo, eu parecia mais com a  minha avó do que qualquer outro. Uma pintura dela no dia de sua coroação estava pendurada no corredor do quarto andar e eu costumava a estudá-lo quando era mais jovem, tentando adivinhar como eu pareceria conforme eu crescia. A idade dela no quadro era próxima da minha agora e, apesar de não sermos idênticas, às vezes eu me sentia como se fosse seu eco.

Eu caminhei através do escritório e beijei a bochecha do meu pai.

– Bom dia.

– Bom dia. Você viu o jornal? – ele perguntou.

– Sim. Ao menos ninguém morreu desta vez.

– Graças a Deus por isso.

Aqueles eram os piores, aqueles onde as pessoas era abandonadas mortas na rua ou desapareciam. Era terrível, ler os nomes de homens que foram espancados por simplesmente mudar sua famílias para uma vizinhança melhor, ou mulheres que eram atacadas por tentar ter um emprego que no passado não poderiam ter.

Em algumas vezes não levava tempo algum para encontrar o motivo e as pessoas por trás desses crimes, no entanto eram muito mais frequentes às vezes em que dedos eram apontados e nenhuma resposta real. Pra mim, era exaustivo de assistir e sabia que era ainda pior para meu pai.

– Eu não entendo. – Ele retirou seus óculos de leitura e esfregou os olhos. – Eles não queriam mais as castas. Nós levamos nosso tempo, removemos-as lentamente para todos se ajustassem. Agora eles incendeiam as construções.

– Há algum meio de regular isso? Nós poderíamos criar um conselho para supervisionar as queixas?

Olhei para a foto outra vez. No canto, o filho jovem do proprietário do restaurante lamentando ter perdido tudo.

Papai olhou para mim.

– É isso o que você faria?

Sorri.

– Não, eu perguntaria ao meu pai o que ele faria.

Ele suspirou.

– Isso nem sempre será uma opção para você, Eadlyn. Você precisa ser forte, decidida. Como você consertaria esse incidente particular?

Eu considerei.

– Não acho que podemos. Não há como provar que as castas foram o motivo pelo qual a promoção foi negada ao garçom. A única coisa que podemos fazer é lançar uma investigação para saber quem causou o incêndio. Aquela família perdeu seu sustento hoje, e alguém precisa ser responsável por isso. Um incêndio proposital não é modo de exigir justiça.

Ele balançou a cabeça para o jornal.

– Acho que está certa. Gostaria de ser capaz de ajudá-los. Mais que isso, precisamos descobrir como prevenir que isso aconteça outra vez. Isso está se tornando excessivo, Eadlyn, e é assustador.

Papai jogou o papel no lixo, então ficou de pé e andou até a janela. Eu poderia ler o estresse em sua postura. Às vezes seu cargo lhe trazia muito alegria, como visitar as escolas que ele tinha trabalhado incansavelmente para melhorar ou ver as comunidades florescerem da época sem guerra que ele inaugurou. Entretanto, estes momentos diminuíam e se tornavam menos frequentes. Na maioria dos dias ele estava ansioso sobre o estado do país e tinha que fingir sorrisos quando os repórteres vinham, esperançoso que sua sensação de calma pudesse de algum modo se espalhar para todos. Mamãe ajudava a arcar com o ônus, porém no final do dia o destino do país era colocado diretamente sobre suas costas. Um dia estariam nas minhas.

Vaidosa como era, me preocupava com ganhar fios brancos prematuramente.

— Faça uma nota para mim, Eadlyn. Lembre-me de escrever para o Governador Harpen, em Zuni. Ah, e coloque para escrever para Joshua Harpen, não para o seu pai. Eu vivo me esquecendo de que foi ele quem se candidatou na última eleição.

Eu escrevi suas inscrições em minha elegante letra cursiva, pensando em quão satisfeito ele ficaria quando olhasse para ela mais tarde. Papai tinha o costume de ser chato sobre a minha caligrafia.

Eu estava sorrindo para mim mesma quando voltei a olhar para ele, mas meu sorriso caiu quase imediatamente quando eu  vi esfregando a testa, tentando arduamente pensar em uma solução para esses problemas.

— Pai?

Ele virou e instintivamente endireitou os ombros, como se tivesse que parecer forte até mesmo para mim.

— Por que você acha que isso está acontecendo? Não foi sempre assim?

Ele levantou suas sobrancelhas.

— Certamente não foi — ele disse, quase para si mesmo. —  No começo todos pareceram satisfeitos. A cada vez que removíamos uma casta, as pessoas davam festas. Tem sido apenas nos anos mais recentes, desde que removemos todos os rótulos, que tem decaído.

Ele olhou para fora da janela.

— A única coisa que consigo pensar é que aqueles que cresceram com as castas sabem como isso é melhor. Comparativamente, é mais fácil de casar e trabalhar. As finanças de uma família não são limitadas a uma profissão. Quando se trata de educação, há mais opções; Com certeza é uma melhora. Mas para aqueles que cresceram sem as castas ainda são opositores… Acho que eles não sabem mais o que fazer.

Ele olhou para mim e deu de ombros.

— Eu preciso de tempo — murmurou. — Preciso de uma maneira de parar por um tempo com essas coisas, ajeitá-las e depois deixá-las continuarem outra vez.

Eu notei o vinco profundo em sua testa.

— Pai, não creio que seja possível.

Ele me encarou e riu com si mesmo.

— Nós já fizemos isso antes. Posso me lembrar…

O foco em seus olhos mudou e pareceu que ele teve uma ideia. Ele olhou para mim por um momento, parecendo me fazer uma pergunta sem palavras.

— Pai.

— Sim.

— Você está bem?

Ele piscou algumas vezes.

— Sim, querida, estou ótimo. Por que você não vai trabalhar naqueles cortes do orçamento? Podemos ver suas ideias esta tarde. Eu preciso conversar com sua mãe.

— Claro.

Matemática não era um talento que me veio naturalmente, então eu tinha que trabalhar duas vezes mais em qualquer proposta de corte no orçamento ou planos financeiros. No entanto, eu absolutamente recusava ter um dos conselheiros do papai nas minhas costas com uma calculadora para limpar minha bagunça. Mesmo que tivesse que ficar acordada a noite inteira, eu sempre fazia questão de que meu trabalho sem erros.

É claro, Ahren era naturalmente bom em matemática, mas nunca era forçado a sentar-se em encontros sobre orçamentos ou rezoneamentos ou cuidados com a saúde. Ele saiu impune por sete estúpidos minutos.

Papai afagou meus ombros antes de sair do escritório. Eu levei muito mais tempo do que o usual para me focar nos números. Eu não poderia evitar ser distraída pelo olhar em seu rosto e a certeza evidente de que me envolvia.


CAPÍTULO 2

     Após trabalhar no relatório do orçamento por algumas horas, eu decidi que precisava de um intervalo e retirei-me para o meu quarto para ganhar da Neena uma massagem nas mãos. Eu amava esses pequenos momentos de luxo no meu dia. Vestidos feitos na medida certa para mim, sobremesas exóticas simplesmente porque era quinta-feira, e um fornecimento interminável de coisas lindas, eram todas vantagens; e eram facilmente a melhor parte do trabalho.

Meu quarto tinha vista para os jardins; e conforme o dia se deslocava, a luz mudava para um quente cor de mel, que brilhava nos altos muros. Eu foquei no calor e nos dedos deliberados da Neena.

— De qualquer modo, o rosto dele ficou todo estranho. Foi meio como se ele tivesse desaparecido por um minuto.

Eu tentava explicar o afastamento fora do comum do meu pai nesta manhã, mas era difícil de conseguir. Eu nem ao menos sei se ele encontrou ou não a minha mãe, porque ele não voltou para o escritório.

— Você acha que ele está doente? Ele parece cansado, ultimamente. — As mãos da Neena faziam sua mágica conforme ela falava.

— Talvez —  eu respondi, pensando que o Papai não estava exatamente cansado. — Ele provavelmente só está estressado. E como poderia não estar, com todas as decisões que ele tem que tomar?

— E algum dia essa será você — ela comentou, sua voz em uma mistura de genuína preocupação com uma brincadeira divertida.

— O que significa que você me fará duas vezes mais massagens.

— Eu não sei — ela disse. — Eu acho que em alguns anos eu talvez gostaria de tentar algo novo.

Eu fiz uma careta.

— O que mais você faria? Não há muitos cargos melhores do que trabalhar no palácio.

Houve uma batida na porta e ela não teve uma chance de responder a pergunta.

Eu fiquem em pé, colocando meu blazer de volta para parecer mais apresentável e dei um aceno para que Neena deixasse meus visitantes entrar.

— Mãe. Pai. — Eu atravessei o quarto para abraçá-los. — Eu estava prestes a voltar para o escritório.

Mamãe colocou meu cabelo atrás da minha orelha, sorrindo para mim.

—  Eu gosto desta aparência.

Eu andei para trás orgulhosamente, com o vestido em minhas mãos.

— Os braceletes realmente arrasam, você não acha?

Ela riu.

— Excelente atenção ao detalhe.

De vez em quando, minha mãe me deixa escolher joias ou sapatos para ela, mas era raro. Ela não achava tão divertido quanto eu e não dependia dos acessórias para a beleza. Eu gostava de ela ser clássica.

Mamãe virou e tocou no ombro de Neena.

— Você está dispensada — ela disse quietamente.

Neena instantaneamente fez uma cortesia e nos deixou sozinhos.

— Há algo errado? — perguntei.

— Não, meu amor. Nós simplesmente queremos conversar em particular. — Papai estendeu a mão e levou-nos para a mesa. — Nós temos uma oportunidade para conversar com você.

— Oportunidade? Nós vamos viajar? — Eu adorava viajar. — Por favor, me digam que nós vamos finalmente viajar para a praia. Poderia ser apenas nós seis?

Mesmo com três irmãos ocasionalmente indisciplinados, eu amava o tempo que passávamos juntos. Eu sonhei com o Papai finalmente — finalmente! — nos levando para a praia.

—  Não exatamente. Nós não iríamos a algum lugar enquanto tivermos visitantes. — Mamãe explicou.

— Ah! Companhia! Quem virá?

Eles trocaram olhares, então Mamãe continuou falando:

— Você sabe que as coisas estão precárias no momento. As pessoas estão inquietas e infelizes e nós não conseguimos encontrar uma maneira de parar com a tensão.

Suspirei.

— Eu sei.

— Nós estamos pensando em um modo de elevar a moral — Papai acrescentou.

Eu me animei. Elevar a moral geralmente envolvia uma celebração. Eu era sempre a favor de uma festa.

— O que vocês têm em mente? — Eu comecei a desenhar um novo vestido em minha cabeça e o excluí quase que instantaneamente. Aquela não era exatamente a atenção que eu precisava no momento.

— Bem — Papai começou — as pessoas respondem melhor com algo positivo em nossa família. Quando sua mãe e eu nos casamos, foi uma das melhores temporadas do país. E você se lembra de como as pessoas deram festas nas ruas quando que o Osten estava a caminho?

Sorri. Eu tinha oito quando o Osten nasceu e eu nunca vou me esquecer de como as pessoas ficaram animadas logo após o anunciamento. Eu escutei a música tocando da minha cama até quase o amanhecer.

— Aquilo foi maravilhoso.

— Foi. E agora as pessoas olham para você. Não vai demorar muito para você ser a rainha — Papai deu uma pausa. — Nós pensamos que talvez você estaria disposta a fazer algo publicamente, algo que seria animador para as pessoas mas que também traria muitos benefícios para você.

Eu estreitei meus olhos, sem saber onde isso terminaria.

— Estou escutando.

Mamãe limpou a garganta.

— Você sabe que no passado as princesas se casavam com príncipes de outros países para estabilizar as nossas relações internacionais.

— Eu ouvi você usar o termo no passado, estou correta?

Ela riu, mas eu não achei graça.

— Sim.

— Ótimo, porque o príncipe Nathaniel parece um zumbi, o príncipe Hector dança como um zumbi, e se o príncipe da Federação Alemã não aprender a adotar a higiene pessoal até a festa de Natal, ele não deve ser convidado.

Mamãe esfregou a lateral de seu rosto em frustração.

— Eadlyn, você sempre foi tão exigente!

Papai deu de ombros.

— Talvez isso não seja algo ruim. — Mamãe olhou fixamente para o Papai enquanto ele dava de ombros.

Eu franzi as sobrancelhas.

— Do que é que vocês estão falando?

Eles trocaram olhares outra vez, claramente com dificuldades em chegar ao ponto.

— Você sabe como sua mãe e eu nos conhecemos — Papai começou.

Eu revirei meus olhos.

— Todos conhecem. Vocês dois são praticamente um conto de fadas.

Com essas palavras o olhar dos dois ficou mais suave, e sorrisos atravessaram seus rostos. Seus corpos pareceram inclinarem-se levemente na direção um do outro e Papai mordeu seu lábio olhando para a Mamãe.

— Com licença. Primogênita no recinto, vocês se importam?

Mamãe corou assim que Papai limpou a garganta e continuou:

— O processo da Seleção foi um sucesso para nós. E embora meus pais tenham tido seus problemas, também funcionou para eles. Então… Esperávamos que… — Ele hesitou e encontrou meus olhos.

Eu fui lenta para entender suas dicas. Eu sabia o que a Seleção era, mas nunca, nem uma vez, foi sugerida como uma opção para qualquer um de nós, e muito menos eu.

— Não.

Mamãe levantou as mãos, advertindo-me.

— Apenas ouça…

— Uma Seleção? — explodi. — Isso é insano!

— Eadlyn, você está sendo irracional.

Eu olhei para ela.

— Você prometeu, prometeu!, que nunca me forçaria a me casar com alguém por causa de uma aliança. Como isso pode ser melhor?

— Ouça-nos — ela incitou.

— Não! — gritei. — Eu não farei isso.

— Acalme-se, amor.

— Não fale comigo desta forma, não sou uma criança.

Mamãe suspirou.

— Você está certamente agindo como uma.

— Você está arruinando a minha vida! — Corri meus dedos pelo meu cabelo e respirei diversas vezes, esperando que

me ajudasse a pensar. Isso não poderia acontecer. Não comigo.

— É uma gigantesca oportunidade — Papai insistiu.

— Vocês estão tentando me algemar a um estranho!

— Eu disse que ela seria teimosa — Mamãe murmurou ao Papai.

— Me pergunto de onde isso veio — ele atirou de volta com um sorriso.

— Não falem de mim como se eu não estivesse aqui!

— Sinto muito. — Papai disse — Nós apenas precisamos que você considere isso.

— E o Ahren? Ele pode fazer isso?

— Ahren não será o futuro rei. Além do mais, a essa altura nós sabemos que ele vai governar na França ao lado de Camille.

A princesa Camille era a herdeira do trono da França e alguns anos atrás ela conseguiu fincar suas presas todas no coração do Ahren.

— Então façam-os se casar! — implorei.

— Camille será rainha quando chegar a vez dela e ela, como você, terá que pedir o parceiro em casamento. Se fosse uma decisão do Ahren, ele consideraria; mas não é.

— E o Kaden? Ele não pode fazer isso por vocês?

Mamãe gargalhou sem humor.

— Ele tem catorze anos! Nós não temos esse tipo de tempo. As pessoas precisam de algo para se animarem agora. — Ela estreitou os olhos para mim. — E, honestamente, não está na hora de você procurar alguém para governar ao seu lado?

Papai assentiu.

— É verdade. Não é um cargo que eu teria gostado de administrar sozinho.

— Mas eu não quero me casar — implorei. — Por favor, não me obriguem a fazer isso. Tenho apenas dezoito anos!

— Que é a idade com que eu casei com seu pai — Mamãe determinou.

— Não estou pronta — insisti. — Eu não quero um marido. Por favor, não me façam fazer isso.

Mamãe atravessou a mesa e colocou a mão sobre a minha.

— Ninguém faria nada por você. Você faria algo por seu povo. Você daria um presente a eles.

— Vocês diz fingir um sorriso quando eu preferiria chorar?

Ela fez uma carranca fugaz para mim.

— Isso sempre foi parte do seu dever.

Eu a encarei, silenciosamente pedindo por uma resposta melhor.

— Eadlyn, por que você não pega um tempo para pensar sobre? — Papai disse calmamente. — Eu sei que isso é algo grande que estamos pedindo a você.

— Isso significa que eu tenho escolha?

Papai inspirou profundamente, considerando.

— Bem, amor, você terá trinta e cinco escolhas.

Eu saltei de minha cadeira, apontando para a porta.

— Saiam daqui! — pedi. — Saiam! Daqui!

Sem dizer uma palavra, eles saíram do quarto.

Eles não sabiam quem eu era, para o que haviam me treinado? Eu era Eadlyn Schreave. Ninguém era mais poderoso do que eu.

     Então se eles pensavam que eu cairia sem lutar, estavam redondamente enganados.